segunda-feira, 6 de junho de 2011

GALAXIE 500

Galaxie 500

ESTRELA DO SALÃO DO AUTOMÓVEL DE SÃO PAULO DE 1966, ELE FAZIA COM QUE OS VIZINHOS MORRESSEM DE INVEJA

Aqueles que estiveram no V Salão do Automóvel, em novembro de 1966, tiveram a sensação de ter aplicado muito bem os 1000 cruzeiros pagos pelo ingresso. Os carros expostos eram de acelerar o coração: o esportivo Uirapuru, o sofisticado sedã Esplanada, a limusine Itamaraty Executivo, o arrojado Puma e até o Onça, um esquisito protótipo que lembrava um Mustang, montado sobre um chassi do FNM 2000. Mas era no estande da Ford que estava a estrela maior, o Galaxie 500. A grande carroceria de linhas retas e a grade que preenchia toda a frente encantou o público e a crítica. E se o Ford agradou parado, no Salão, quando foi para as ruas, arrasou.

Com um espaço generoso, macio e silencioso ao rodar, o Galaxie estabeleceu um novo padrão de conforto. "Dá para dirigir com apenas um dedo", diziam os primeiros felizardos que experimentaram o carro, referindo-se à direção hidráulica, uma novidade nos carros nacionais de então.

Ainda hoje o Galaxie impressiona pelas qualidades que fizeram sucesso na época do lançamento. O espaço dos bancos é mais do que suficiente para seis pessoas e poderia acomodar até oito passageiros. O quebra-vento, acionado por uma manivela, ou a luz que ilumina o isqueiro são detalhes que impressionaram na época. Porém, nada supera o painel, com o velocímetro de escala horizontal, uma solução típica dos carros americanos dos anos 60. O câmbio é manual, de três marchas - a transmissão automática era exclusividade do LTD, a versão mais luxuosa, lançada em 1968 -, e o freio de mão é no pé: pisa-se para travar e puxa-se uma alavanca debaixo do painel para soltá-lo. A direção leve esterça o bastante para compensar o tamanho do carro, um modelo 1968 com o motor de 164 cavalos, o primeiro e menos potente dos motores que equiparam a linha, que chegou aos 199 cavalos na famosa versão 302, canadense. Mas ele anda bem, apesar do seu peso de 1780 kg, desde que se pise com decisão no acelerador.

O "500" que compõe o nome do carro é uma alusão às provas de longa duração muito comuns nos Estados Unidos - como as 500 Milhas de Daytona - nas quais o carro logo ganhou fama de vencedor. O Galaxie surgiu em 1959 como uma versão do Ford Fairlane. Fez tanto sucesso que ficou independente já no ano seguinte. A família cresceu com as versões duas portas, conversível e quatro portas sem coluna.

Depois do Galaxie e do LTD, veio o LTD Landau, em 1971, o top da linha. Sua marca registrada era o pequeno vidro traseiro e o "S" em cada coluna C. A partir de 79 somente o Landau continuou a ser produzido. No dia 14 de janeiro de 1983, os revendedores Ford receberam um comunicado assinado pelo gerente geral de vendas da fábrica que anunciava o final da produção do Landau. No total, 77850 Galaxie saíram da linha de montagem da fábrica da Ford no Ipiranga, em São Paulo. O que consola os fãs do Galaxão é que muitos continuam rodando macio e com saúde.


sábado, 7 de maio de 2011

CHRYSLER ESPLANADA GTX

CARRO ANTIGO DO MÊS


Chrysler Esplanada GTX

O PRIMEIRO ESPORTIVO DA MARCA NO PAÍS FOI O ESPLANADA GTX, QUE DUROU POUCO

Sedãs esportivos, como o Honda Civic Si e o Fiat Linea 1.4 T-Jet, foram exceção no Brasil e no mundo. Versões de aparência e desempenho mais agressivo quase sempre incorporam em cupês ou hatches. O Chevrolet Opala SS, por exemplo, começou como sedã, mas logo cedeu o título para o recém-chegado cupê. Entre os quatro-portas de sangue mais quente, ainda se destacaram o FNM 2000 timb e o Chrysler Esplanada GTX.

Assim como o Esplanada, o GTX era uma evolução do Chambord que a Simca planejava quando foi adquirida pela Chrysler. O Esplanada ainda marcou a curta duração da marca Chrysler como fabricante no Brasil, entre o fi m da Simca, em 1967, e o estabelecimento da Dodge, em 1969. O GTX surgiu no Salão do Automóvel de 1968, dois anos depois do Esplanada. Era sua opção mais esportiva e cara.

No GTX, o câmbio manual de quatro velocidades vinha com alavanca no assoalho, opcional na versão básica. O motor Emi-Sul era o mesmo V8. O GTX trazia as molduras pretas dos faróis, rodas cromadas exclusivas e faixas pretas decorativas. Faróis de neblina e teto de vinil vinham como opcionais. Os bancos dianteiros eram individuais e anatômicos, separados por um console que imitava jacarandá. Em vez de relógio, um conta-giros. O volante Walrod, de três raios com vazados circulares, oferecia boa pegada, apesar do aro fi no. Pneus maiores fi zeram o estepe roubar espaço no porta-malas.

No teste de QUATRO RODAS, em março de 1969, o GTX chegou a 165,19 km/h na sua melhor passagem, mas na aceleração de 0 a 100 km/h perdeu para o Regente, versão mais simples do Esplanada – 15,3 segundos, contra 14,7. “O volante demasiado grande não facilita muito as manobras e sua caixa – exigindo pouco mais de quatro voltas para fazer as rodas esterçarem de batente a batente – também não contribui para a precisão necessária a um carro esportivo”, escreveu Expedito Marazzi.

Outra queixa era sobre a dureza do trambulador do câmbio, embora o escalonamento das marchas permitisse uma direção muito mais fácil do veículo, por deixar o motor bem mais tempo em sua faixa útil de giros, segundo avaliou Marazzi. A maciez excessiva dos amortecedores prejudicou um pouco a estabilidade, preço a pagar em virtude da dureza dos grandes pneus Pirelli cinturados. Na hora de parar, os freios a tambor nas quatro rodas exigiam planejamento, pressão e fé, na expressão de QUATRO RODAS, em sua primeira edição do especial CLÁSSICOS, de 2004.

Alexandre Badolato, apaixonado colecionador e estudioso da Chrysler no Brasil, informa que a produção do GTX foi de cerca de 670 carros, todos anomodelo 1969. “Ele vinha em quatro cores exclusivas, o vermelho Indianápolis, o azul Le Mans, o verde Interlagos e o cobre turbina, esta a mesma cor do americano Chrysler Turbine 1963”. O GTX foi a última palavra em carro da marca Chrysler produzido no Brasil. Depois dele, só os Dodge.

Comparado ao antecessor, o Simca Chambord, o Esplanada era a expressão da modernidade. O GTX então...

Volante Valrod, conta-giros, bancos individuais, console e câmbio no assoalho: sinais particulares de um esportivo

Conforto e bom acabamento: antiga tradição

Rodas cromadas aro 15 vestiam pneus acinturados

Retrovisor sobre o para-lama

O motor V8 Emi-Sul, que rendia apenas 130 cv

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Feliz Aniversário, Simca!

A Exatamente 53 anos atráz a Simca
(Sociedade Industrial de Mecânica e Carroceria
Automotiva) Inaugura Sua fábrica do Brasil, no
dia 5 de Maio de 1958. A fábrica ficava na Rodovia
Anchieta, São Bernardo do Campo, em frente a fábrica da
Volkswagen. De lá saiu o Chambord, o Rallye, a Jangada, o Presidence, o Alvorada
o Profissional e o Esplanada. Parabéns aos "Simqueiros"! Parabéns a Simca!

sábado, 12 de março de 2011

Fusca Colorido

Uma imagem relachante para aqueles que querem ir a praia num Fusquinha. O que é Meu Caso.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Trabalhar cansa...

Está sendo um trabalho complicado o que eu estou fazendo.
Como vocês devem ter visto no meu perfil, eu formei com os meus colegas
Wendeu, Wesley, Gabriel, Kelvin, Vitor Hugo, Thiago, e Junior, uma equipe de corrida. O Wesley é o nosso chefe de equipe e no mês passado eu tive uma idéia doida e que eu estou prosseguindo até agora.
Num certa Quinta-Feira de tardezinha, que foi um dia horrível porque poucas horas antes
caiu uma torrente de chuva e eu fiquei ensopado. Nesse dia antes de ir embora eu tive a idéia de construír alguns Karts pra jente. Mas não seriam Karts quaisquer, seriam réplicas dos carros da equipe Willys dos anos 6o: a Berlinette 21, a Brelinette 22, o Gordini 40, o Willys Gávea, o Alpine 47 e o 46. o Kelvin foi expulso da equipe mas alguns dias atrás ele retornou e o carro dele será a berlinette 12. o Wesley e o Wendeu são irmãos e voltaram para a cidade deles: Luiz Eduardo - BA. já que eles foram eu tenho que fazer uma parte do trabalho sozinho. de vez em quando, alguns me ajudam. Mas estou Preocupado de como fazer as carrocerias de fibra de vidro. De vez em quando eu passo aqui o coloco mais novidades. Até mais. Bye...

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Falecimento de Luiz Pereira Bueno

É com imensa tristeza que faleceu Luiz Pereira Bueno, mais conhecido pelos fãs e companheiros como Peroba. Luiz Pereira Bueno nasceu no bairro de Higienópolis, em São Paulo, no dia 16 de janeiro de 1937. No final da década de 1950 se tornou sócio de uma concessionária Willys, que vendia carros Renault sob licença desta. Desde garoto, Peroba gostava de corridas e sempre costumava comprar um Renault Dauphine para competir em Interlagos. Nisso ele chamou a atenção de Mauro Salles. No começo da década de 1960, a Willys o contratou como piloto de corridas da marca, e o enviou à Europa, ao lado de Christian Heins para intermediar as negociações com a Alpine, para que fosse fabricado aqui o A108. As negociações deram resultado e o carro passou a ser fabricado aqui com o nome de Willys Interlagos. Luizinho, como era chamado, começou a correr com esses carros pela Willys. Ele venceu as Mil Milhas Brasileiras de 1967. Em 1972 pilotou um Fórmula 1 por duas vezes. Primeiro no GP do Brasil de 72 pela March e no GP do Brasil de 73 pela Surtees. Em 1969 ao lado de Anísio Campos, Fundou a Equipe Z, que mais tarde seria conhecida como Equipe Hollywood, por causa do patrocínio dos cigarros Hollywood. Correu com Opalas, Mavericks e tantos outros. Faleceu em Atibaia, no dia 8 de fevereiro, terça-feira passada (curiosamente no dia do aniversário de 6 anos do meu irmão), aos 74 anos. Vítima de um câncer no pulmão. Peroba deixou seu legado de que estava errado o que disse um representante de automobilísmo brasileiro: "Se um aspirante a piloto não tivesse nome italiano, não conseguria ir longe nas pistas". No entanto, Luizinho provou que a teoria estava errada.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Ford Ipiranga

Reparem bem; pode parecer um prédio qualquer,
mas na verdade essa é uma maquete que produzi
em homenagem a verdadeira fábrica da Ford no
bairro do Ipiranga, em São Paulo - SP.
Resolvi fazer essa homenagem ao histórico prédio,
porque quando eu resolvi saber mais sobre ele
descobri que esse galpão maior do complexo indus-
trial já havia sido demolido para a construção do
Shopping Plaza Mooca. O Prédio foi desativado em 2000.
Mais um detalhe para quem não sabe, é que foi
Nessa fábrica que saiu o primeiro caminhão fabricado
no Brasil, o F600. Também saiu de lá, o Primeiro V8 feito
no Brasil. Além do primeiro carro verdadeiramente
moderno feito no país, o Galaxie 500.
Infelizmente, a guerra fiscal travada pelo governo
FHC, acabou levando a Ford a decretar o Fim da
unidade do Ipiranga. Abaixo a maquete da fábrica
de motores dentro do complexo.
Abaixo, antiga pista de testes.

Vista aérea do prédio. Assinatura do "Artista".