sábado, 7 de maio de 2011

CHRYSLER ESPLANADA GTX

CARRO ANTIGO DO MÊS


Chrysler Esplanada GTX

O PRIMEIRO ESPORTIVO DA MARCA NO PAÍS FOI O ESPLANADA GTX, QUE DUROU POUCO

Sedãs esportivos, como o Honda Civic Si e o Fiat Linea 1.4 T-Jet, foram exceção no Brasil e no mundo. Versões de aparência e desempenho mais agressivo quase sempre incorporam em cupês ou hatches. O Chevrolet Opala SS, por exemplo, começou como sedã, mas logo cedeu o título para o recém-chegado cupê. Entre os quatro-portas de sangue mais quente, ainda se destacaram o FNM 2000 timb e o Chrysler Esplanada GTX.

Assim como o Esplanada, o GTX era uma evolução do Chambord que a Simca planejava quando foi adquirida pela Chrysler. O Esplanada ainda marcou a curta duração da marca Chrysler como fabricante no Brasil, entre o fi m da Simca, em 1967, e o estabelecimento da Dodge, em 1969. O GTX surgiu no Salão do Automóvel de 1968, dois anos depois do Esplanada. Era sua opção mais esportiva e cara.

No GTX, o câmbio manual de quatro velocidades vinha com alavanca no assoalho, opcional na versão básica. O motor Emi-Sul era o mesmo V8. O GTX trazia as molduras pretas dos faróis, rodas cromadas exclusivas e faixas pretas decorativas. Faróis de neblina e teto de vinil vinham como opcionais. Os bancos dianteiros eram individuais e anatômicos, separados por um console que imitava jacarandá. Em vez de relógio, um conta-giros. O volante Walrod, de três raios com vazados circulares, oferecia boa pegada, apesar do aro fi no. Pneus maiores fi zeram o estepe roubar espaço no porta-malas.

No teste de QUATRO RODAS, em março de 1969, o GTX chegou a 165,19 km/h na sua melhor passagem, mas na aceleração de 0 a 100 km/h perdeu para o Regente, versão mais simples do Esplanada – 15,3 segundos, contra 14,7. “O volante demasiado grande não facilita muito as manobras e sua caixa – exigindo pouco mais de quatro voltas para fazer as rodas esterçarem de batente a batente – também não contribui para a precisão necessária a um carro esportivo”, escreveu Expedito Marazzi.

Outra queixa era sobre a dureza do trambulador do câmbio, embora o escalonamento das marchas permitisse uma direção muito mais fácil do veículo, por deixar o motor bem mais tempo em sua faixa útil de giros, segundo avaliou Marazzi. A maciez excessiva dos amortecedores prejudicou um pouco a estabilidade, preço a pagar em virtude da dureza dos grandes pneus Pirelli cinturados. Na hora de parar, os freios a tambor nas quatro rodas exigiam planejamento, pressão e fé, na expressão de QUATRO RODAS, em sua primeira edição do especial CLÁSSICOS, de 2004.

Alexandre Badolato, apaixonado colecionador e estudioso da Chrysler no Brasil, informa que a produção do GTX foi de cerca de 670 carros, todos anomodelo 1969. “Ele vinha em quatro cores exclusivas, o vermelho Indianápolis, o azul Le Mans, o verde Interlagos e o cobre turbina, esta a mesma cor do americano Chrysler Turbine 1963”. O GTX foi a última palavra em carro da marca Chrysler produzido no Brasil. Depois dele, só os Dodge.

Comparado ao antecessor, o Simca Chambord, o Esplanada era a expressão da modernidade. O GTX então...

Volante Valrod, conta-giros, bancos individuais, console e câmbio no assoalho: sinais particulares de um esportivo

Conforto e bom acabamento: antiga tradição

Rodas cromadas aro 15 vestiam pneus acinturados

Retrovisor sobre o para-lama

O motor V8 Emi-Sul, que rendia apenas 130 cv

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Feliz Aniversário, Simca!

A Exatamente 53 anos atráz a Simca
(Sociedade Industrial de Mecânica e Carroceria
Automotiva) Inaugura Sua fábrica do Brasil, no
dia 5 de Maio de 1958. A fábrica ficava na Rodovia
Anchieta, São Bernardo do Campo, em frente a fábrica da
Volkswagen. De lá saiu o Chambord, o Rallye, a Jangada, o Presidence, o Alvorada
o Profissional e o Esplanada. Parabéns aos "Simqueiros"! Parabéns a Simca!